O turista já decidiu antes de chegar. A pergunta é se ele escolheu você.
80% dos viajantes pesquisam no Google antes de reservar. Explicamos qual é a intenção de busca, em que momento da viagem isso acontece e o que precisa encontrar ao chegar no seu site ou na sua ficha.
Quando um turista chega até a sua pousada, o seu restaurante ou o seu destino, ele já tomou a maior parte das decisões. Escolheu o destino, o período da viagem, o orçamento aproximado e, em muitos casos, já comparou três ou quatro opções antes de mandar mensagem para alguém. Tudo isso aconteceu no Google, ou no Instagram, mas depois de pesquisar no Google.
Se nesse momento você não apareceu, ou apareceu mas o que ele encontrou não convenceu, o turista escolheu outro. Sem que ninguém precisasse ligar, sem que ninguém fechasse a venda.
Isso não é teoria. É o caminho que a maioria das pessoas percorre antes de uma viagem.
Como o turista pesquisa, em ordem
O percurso típico tem três momentos, e em cada um o viajante busca algo diferente.
Momento 1: destino ("para onde eu vou?")
As buscas são amplas: "lugares para visitar na Patagônia", "o que fazer em Bariloche no inverno", "destinos para o feriado prolongado". Nessa etapa, o turista ainda não sabe se vai para Esquel, El Bolsón ou Neuquén. Está em modo exploração.
Aqui ganha quem tem conteúdo: artigos de blog, guias, vídeos, fotos. Redes sociais, reels, Pinterest. Não é onde uma pousada vende diretamente, mas é onde uma pousada que tem blog pode aparecer e plantar uma semente.
Momento 2: comparação ("onde eu fico?")
Já escolheu o destino. Agora busca: "cabanas em Esquel", "pousada barata em Bariloche", "onde comer em El Calafate". Essa busca tem intenção de compra. O turista quer ver opções, comparar preços, ler avaliações.
Aqui ganham três tipos de resultado:
- O pack do Google Maps (os três negócios que aparecem no mapinha)
- Os diretórios (Booking, TripAdvisor, Airbnb)
- Os sites próprios bem posicionados
Se você não está em nenhum dos três, não existe para esse turista.
Momento 3: decisão ("este ou aquele?")
Já tem duas ou três opções. Entra em cada uma, olha fotos, lê avaliações, procura o preço, procura como entrar em contato. Em 60 segundos decide se manda mensagem ou fecha a aba.
Esse é o momento em que mais se perde cliente. Não por falta de tráfego, mas porque o que o turista encontra não convence, ou não dá a informação que ele precisa para decidir.
O que precisa encontrar no Google Maps
A maioria das buscas turísticas com intenção de reserva termina no Google Maps. Não no site, no mapa. E o mapa mostra o que você carregou no seu perfil do Google Business.
Uma ficha incompleta ou abandonada transmite a mesma coisa que uma loja suja: que o dono não se importa.
O mínimo que precisa estar lá:
Nome, categoria e endereço. A categoria importa mais do que parece. Um restaurante categorizado como "hospedagem" não aparece quando alguém busca onde comer. Confira a sua.
Horários atualizados. Se você diz que abre todos os dias e um turista chega na quarta-feira às 14h e encontra a porta fechada, a avaliação de uma estrela vem sozinha.
Fotos reais e atuais. Qualquer pessoa pode ver as fotos da ficha sem entrar no site. Uma ficha sem fotos, ou com fotos de quatro anos atrás, perde para o concorrente que mantém as suas atualizadas.
Avaliações com resposta. As avaliações são o equivalente digital do boca a boca. O turista lê. O que ele também lê é se o dono responde, nas boas e nas ruins. Um negócio que responde avaliações transmite que tem alguém do outro lado.
Descrição clara. Não escreva "o melhor restaurante da região". Escreva o que você oferece, para quem, o que tem de especial. Duas frases claras ganham de um parágrafo de autoelogio.
O que precisa encontrar no site
Quando o turista clica e entra no site, ele tem uma única pergunta implícita: isso é para mim?
Se ele não conseguir responder isso nos primeiros dez segundos, sai.
O que ele precisa ver de cara:
Uma foto que venda o lugar. Não a logo, não um banner com texto, não um carrossel de seis fotos que demora para carregar. Uma foto de impacto que mostre exatamente que tipo de lugar é.
O que é e para quem. "Cabanas com vista para o lago, para casais e famílias, a 5 km do centro de Bariloche." Uma linha. Sem essa linha, o turista precisa deduzir se serve para ele, e não vai se dar ao trabalho.
Preço ou faixa de preço. Mostrar o preço não espanta cliente. Esconder espanta, porque as pessoas presumem o pior ou não têm paciência para perguntar. Uma faixa aproximada filtra quem não tem o orçamento e converte melhor quem tem.
Como entrar em contato. WhatsApp visível, sempre. Não o formulário de cinco campos. Não o e-mail que demora 48 horas. WhatsApp com uma mensagem pronta que poupa o turista do primeiro passo.
Datas ou disponibilidade. Mesmo que seja um "consulte disponibilidade pelo WhatsApp" bem claro. O turista quer saber se pode ir nas datas que tem, essa é a pergunta que faz ele escrever.
O erro mais comum: aparecer bem no Google e perder no site
É comum ver negócios bem posicionados, presentes no Map Pack, com 80 avaliações e 4,7 estrelas, ficha impecável, e mesmo assim convertendo pouco. O turista entra no site e encontra fotos lentas, preços escondidos, um formulário antigo ou um design que quebra no celular.
Todo o trabalho de SEO pode ir para o lixo no momento em que o turista toca no link e espera quatro segundos para carregar.
A visibilidade traz gente. A experiência no site converte essa gente em reservas.
As duas coisas precisam funcionar juntas.
Quando começar
SEO leva tempo. O Map Pack não aparece da noite para o dia. Uma ficha nova leva entre 4 e 12 semanas para se posicionar bem, dependendo da concorrência e da quantidade de avaliações.
Isso significa que, se a alta temporada começa em dezembro ou em julho, o momento de começar a trabalhar o posicionamento é agora, não no mês anterior.
O site, por outro lado, pode ficar pronto em semanas. E o impacto aparece rápido: um site que antes demorava 5 segundos para carregar e agora demora 1 converte melhor imediatamente.
O que a Manivela faz
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